O bom e o mau da gravidez 

Estar grávida é um estado de graça, as mulheres ficam mais bonitas, a pele fica mais macia, o cabelo mais brilhante, tudo é belo e encantador… Blá blá blá
Muitas grávidas podem-se rever nestas palavras, eu não!!

Vamos começar por falar do lado mau da gravidez.

A fome, tive muita fome, é inexplicável, mas parecia que tinha cá dentro 20 bebés para alimentar. Tinha tanta fome que tinha quebras de tensão, quando passava mais de 2h30 sem comer. O sono tinha tanto sono, principalmente no 1.° trimestre, nos seguintes dava voltas e voltas na cama, sim,  porque a barriga cresceu e dormir de lado não é a minha preferência. A roupa que deixou de servir, a partir dos 4 meses vestir calças de ganga, era apenas um desejo. O raio da toxoplasmose, a primeira vez que a médica me falou nesse nome, fiquei a olhar para ela e a perguntar toxo quê?! E baixar-me? Parecia que tinha um travão a reduzir a agilidade, cada vez que pegava em qualquer coisa, só pensava não caías, não caías. Mas mau, mau, mau foram as transformações físicas, um acne severo ao longo de toda a gravidez, quando ia ao médico perguntava se ia passar, a maioria dizia que sim, até que um deles confirmou o que eu mais  temia “estes casos tendem a piorar ao longo da gravidez”. E o nariz parecia uma bolota de tão inchado. A cara, os lábios e os pés seguiam o mesmo caminho. Como já não havia solução durante a gravidez, na cabeça pairava e depois??

Depois voltou tudo ao normal, tudo!

Deixei o melhor para o fim, a gravidez também tem um lado bom, muito bom, falemos dele. Estar grávida significa ter alguém, junto de nós para o resto da vida. É viver uma experiência inesquecível que jamais alguém que não a tenha vivido consegue descrevê-la. É sentir borboletas na barriga quando ele mexe pela primeira vez. É colocar a mão na barriga a cada 5 segundos. É emoção a cada instante. É deixar de ser eu e passarmos a ser nós. É a beleza no seu estado mais puro de amor.

Ângela Rodrigues

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