Ser mãe 

Uma palavra tão pequena e com tanto significado. Não sabia o que era ser mãe, pensava que sabia, mas não, aquilo que eu sabia traduz-se em 0,1% daquilo que é verdadeiramente ser mãe. Quando a Clara nasceu, não fui aquele tipo de mãe que se emocionou, chorou baba e ranho, pelo contrário, ri. Ri de felicidade e de agradecimento pela sua escolha.

Não foi apenas ela que nasceu, eu também nasci. Não sabia ser mãe, nem ela sabia ser filha, temos aprendido uma com a outra, aprendemos todos os dias mais um bocadinho.
O meu coração também cresceu, agora há lá um espaço de filha. É um cantinho colorido, iluminado, repleto de amor, carinho e entrega.

Ser mãe é algo absolutamente incrível, jamais pensei que fosse tanto, que conseguisse amar tanto, querer tanto, fazer tanto, ser tanto. É um amor que nunca senti, tal é a sua dimensão. É abraçar muito, beijar a todo o momento, acarinhar com leveza, cuidar, olhar para o relógio a cada instante, criar rotinas, brincar de cavalinho, au au e mé mé, ler histórias, cantar e encantar. É não querer falhar, é fazer um esforço diário, é um compromisso eterno.
É saber que um dia tudo passa e quando passar que vou ter saudades, dos choros, das gargalhadas, dos colinhos, dos beijinhos nos dói-dóis, dos amuos, dos pézinhos pequenos e rechonchudos, das mil vezes que ouço “mamã”, de ser o melhor do teu pequeno mundo.

É bom ser a tua mãe, os nossos sorrisos transmitem-no, cresceremos juntas e seremos aquilo que o nosso amor construir. A caminhada é longa, desejo que seja lenta para poder apreciar, bem de perto, os teus passos, amparar as tuas quedas e aplaudir as tuas vitórias. Estarei lá, sempre lá.

Ângela Rodrigues

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