Não quero esquecer!

O tempo pode passar rápido, mas aqui dentro existem momentos que não quero, NÃO vou esquecer. Nada apagará da memória por mais rápido que o tempo corra, momentos únicos, especiais…nossos!

A primeira vez que te senti, não sabia como era e qual seria a sensação, não há palavras. Parecia uma espécie de borboletas a passear pela barriga, cócegas suaves a trautear, pezinhos de lã a passear dentro de mim. Tão belo!

A primeira vez que te vi e toquei, momento mágico! Um encontro de pele com pele, mão com mão, colo com colo, olhos nos olhos, coração com coração e aí percebi que eu e tu seríamos uma da outra para sempre. Começava, naquele instante, a nossa história. A história de uma mãe, uma filha, um pai, uma família.

A primeira vez que riste com vontade. Ouvir o teu riso a dobrar encheu o meu coração de alegria. A gargalhada inesperada e tão deliciosa ainda está nos meus ouvidos, ficará aqui comigo. Essas gargalhadas continuam fortes e estridentes, alegres e emotivas. São a felicidade!

A primeira vez que disseste uma palavra com sentido e perfeita noção do que querias. Desengane-se quem pensa que é mamã [desta falaremos mais à frente], uva foi a primeira palavra com sentido concreto. Inicialmente ficou a dúvida que em segundos se dissipou – “uva, uva, uva”.
 

Aniversário, o primeiro!

Um ano de ti…

É neste ritmo frenético de vida que passou um ano de pais e de filha.
Voou.
De tão especial que foi!
Um ano rico, intenso e cheio de vida,
Completo, será a palavra mais adequada.
Mudou tudo, sim, mudou.
Crescemos e tornamo-nos melhores.
Um ano de sorrisos, choros, mimos, canções, abraços, descobertas, beijos, gargalhadas…

Um ano de luz. 
Um ano de ti!

 Os primeiros passos em direção a mim traziam contigo uma vontade inigualável de agarrar o mundo com as duas mãos. Vamos juntas, lado a lado.

A primeira vez que disseste “mamã”. Não cabia em mim de tanta alegria. O coração encheu e ficou do tamanho do mundo, sempre imaginei ouvir esta palavra tão especial e que me deixa cheia de orgulho. Também percebi que a palavra “mamã” é muito mais do que uma palavra, é de tal forma abrangente e global que pode ser tudo [ou quase tudo], é um pedido de atenção, é um abraço apertado, é um colinho aconchegante, é um miminho, é um choro aflito, é um sorriso rasgado!

Ângela Rodrigues

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