A primeira birra

Birra, tanto que já li sobre isto, pesquisei, falei com outros pais, opinei e hoje surgiu a famosa BIRRA, a primeira. Aos 19 meses, em pleno Centro Comercial, mãe e filha, domingo à tarde, rodeada de famílias, crianças, senhores e senhoras de torrada na mão, meia de leite em punho, a assistir ao espetáculo do ano – a birra da Clara.

Sabia que um dia ela chegava, não me amedrontou, mas fez-me corar.

Não a birra propriamente dita, mas os olhares, as conversas e as perguntas.

Nunca me inibi de sair com a Clara, quer para onde fosse, sozinhas ou acompanhadas vamos a todo o lado. Hoje foi um desses dias. É necessário fazer compras, ótimo, vamos as duas! A ideia é sempre essa e continuará a ser. Às vezes é necessário analisarmos o motivo de tal situação para chegarmos à conclusão que tudo isto seria evitado.

Quero com isto dizer que esta birra, apenas aconteceu porque eu [mãe] não soube parar. O que significa tudo isto? Fui ao centro comercial com vontade de despachar três tarefas pendentes, sendo que a primeira tarefa me fez perder 20 minutos no mesmo sítio, a segunda tarefa já ficou comprometida, pela impaciência de uma bebé de 19m aos gritos, a pedir para sair do carrinho de supermercado, a pedir água, pão… atenção! No final da segunda tarefa, o pânico estava instalado, choro, gritos e resistência.

Quem foi a responsável por esta birra? Fui eu, senti-o no momento exato em que ela aconteceu, o choro, os gritos, apenas me queriam informar BASTA, tanto tempo no mesmo sítio, sentada num carrinho de supermercado.

Nós pais também fazemos birras! Quando não gostamos de estar num determinado sítio ficamos nervosos, agitados e aborrecidos. Os nossos filhos fazem o mesmo, apenas lhe acrescentam gritos e choro. Encarar tudo isto com normalidade é o grande segredo, ignorando os olhares indiscretos e os comentários desnecessários.

E hoje, lá vamos nós, mais uma vez passear juntas.

Não haverá birra que nos impeça de sermos felizes!

Ângela Rodrigues

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