Não canta, mamã!

Cá em casa há uma “piolha” de vinte meses que já tem opiniões, vontades e alguns desabafos. Anda uma mãe a ouvir músicas infantis desde que a pequena nasceu, a ensinar as letras aos avós, aos pais, aos tios, a treinar a melodia diariamente, a imprimir as letras das músicas e a colocá-las na porta do  frigorífico, a sonhar quiçá com uma carreira musical, a cantar no carro, no banho, a mudar a fralda, a dar a sopa. Tanto esforço, tanta dedicação para quê??

Para um dia, uma “pirralha” de vinte meses me dizer

Não canta, mamã! Não canta!

Ainda pensei que estivesse a haver um equívoco, coloquei em dúvida. Voltei a cantar. Mas a resposta manteve-se a mesma, sem dó, nem piedade e com toda a sinceridade que a uma criança pode ter – “n.ã.o c.a.n.t.a, m.a.m.ã! [com todas as letras]

A vida é mesmo injusta! Que crueldade! [risos]

Ângela Rodrigues

 

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