As descobertas do verão! Algumas são surpreendentes!

No verão as crianças sentem-se como pássaros, livres, leves e frescas! Essa liberdade, típica da estação traz novas experiências, explorações e as descobertas.

Tem sido tão engraçado e apaixonante assistir a este desabrochar da flor.

Comecemos pela comunicação, essa disparou a 200%, as respostas, o sentido de oportunidade, os comentários, o diálogo conjunto. Ficamos todos embevecidos a olhar para ela!

Passemos a descobertas! Algumas são mirabolantes e ao mesmo tempo tão, mas tão simples.

O mar já é algo fascinante, as suas expressões complementam o seu sentimento “que grande mar”, “é azul, muito azul” ou “vamos ao mar, vamos?”.  O extraordinário é que neste verão a Clara descobriu que a água do mar era salgada. A exploração e a curiosidade partiram dela, a sua admiração foi partilhada com todos.

A aldeia foi outra descoberta, até nós próprios ficamos admiramos porque a Clara percebeu que ali existe um mundo diferente [falarei em setembro sobre a nossa aldeia].

Descobriu a natureza, o vento quente e abafado, os sorrisos de quem não vê crianças à muito tempo, os abraços, as frutas frescas a saírem das árvores, as corridas livres e tanto que ainda há para contar.

Também descobriu e esta é das descobertas mais importantes, o quanto era bom ESTAR com os pais. Sem pressas, sem rotinas, sem dia-a-dia, sem horas marcadas, sem relógio!! [Não uso relógio nas férias, recuso-me, já basta a correria do resto do ano]. As nossas férias foram para nos dedicarmos à nossa filha e construir-lhe memórias de afeto, ternura e dedicação.

Ela sentiu. Nós sabemos que sim.

Descobriu que já sobe escadas sozinha, já trepa o escorrega como os meninos grandes, também já salta como eles! Descobriu que não gosta de papel, areia, terra, tudo teve direito a ser provado e saboreado. Mas por outro lado também descobriu os gelados, aí os gelados que são a sua perdição, as canções na ponta da língua e as histórias de encantar.

“A criança tem cem mãos, cem pensamentos, cem modos de pensar, de jogar e de falar. Cem, sempre cem modos de escutar as maravilhas de amar. Cem alegrias para cantar e compreender. Cem mundos para descobrir. Cem mundos para inventar. Cem mundos para sonhar (…)”. Malaguzzi, 1996

Ângela Rodrigues

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